Cidade Infectada
Um bairro em 3D ligado em rede e um malware que se espalha de computador em computador. Com orçamento limitado, decida onde pôr firewall, atualização e backup.
Como usar
O bairro: as casas, a escola, o posto de saúde e os outros prédios estão ligados por cabos de rede. Um computador já foi infectado (ele aparece em vermelho). Quando você soltar o vírus, a cada rodada ele passa pelos cabos para todos os vizinhos que não estiverem protegidos.
Suas defesas, com orçamento limitado: atualização (3 moedas) fecha a falha que o vírus usa, e aquele computador não pega o vírus. Firewall (2 moedas) bloqueia um cabo: nada passa por ele. Backup (1 moeda) não impede o vírus, mas guarda uma cópia dos arquivos, e aquele prédio não perde os dados. Cada prédio tem um valor de dados (casa 1, comércio 2, escola e prefeitura 3, posto de saúde 4).
Como jogar: escolha a fase, escolha a defesa e clique num prédio ou num cabo (ou use a lista “Onde colocar”). Depois aperte “Soltar o vírus” e acompanhe as rodadas. Mudou de ideia? Mexa nas defesas e solte de novo.
Arraste o fundo da cena para girar; use a roda do mouse ou dois dedos para aproximar. Pelo teclado: Tab até a cena, setas giram e as teclas + e − aproximam. Todos os comandos também estão nos botões e nas listas.
Missão
Defesa
- computador infectado
- anel verde: atualizado
- muro amarelo no cabo: firewall
- caixinha cinza ao lado: backup
Desafios
- Fase 1: o vírus não pode chegar à escola nem ao posto de saúde.
- Vença a fase 1 gastando no máximo 5 moedas.
- Fase 2: o ransomware pode até se espalhar, mas a cidade perde no máximo 4 pontos de dados.
- Fase 3: proteja a escola, o posto de saúde e a prefeitura de dois vírus ao mesmo tempo.
Para o professor
O que está por trás: o bairro é um grafo. Os prédios são os vértices e os cabos são as arestas. O vírus se espalha como uma busca em largura: na rodada 1 ele chega aos vizinhos da origem, na rodada 2 aos vizinhos dos vizinhos, e assim por diante. Cada defesa corresponde a uma ideia real de segurança. A atualização corrige a falha que um verme (worm) usa para entrar sozinho no computador; o firewall filtra o tráfego de uma conexão; o backup não impede o ataque, mas tira a força do ransomware, que sequestra os arquivos e pede resgate. Na fase 3 a origem são e-mails falsos (phishing), lembrando que muitos ataques começam por uma pessoa que clica num link, e não por uma falha técnica.
Metodologia sugerida: aprendizagem baseada em problemas, em duplas. Cada dupla é a “equipe de segurança da prefeitura” e precisa defender o bairro com pouco dinheiro. Antes de soltar o vírus, a dupla escreve no caderno onde vai gastar e por quê; depois compara a previsão com o que aconteceu. Feche com uma roda de conversa comparando as soluções das duplas: há mais de um jeito de vencer cada fase.
- Na fase 1, por que três firewalls em volta da lan house protegem o bairro inteiro? E por que dá para vencer gastando menos, protegendo só os pontos certos?
- Na fase 2, alguém venceu só com backups, sem impedir o vírus? O que isso diz sobre a importância de fazer cópias dos arquivos da escola e da família?
- Quais prédios ficam “no meio do caminho” de muitos cabos? Por que proteger esses pontos vale mais do que proteger uma casa da ponta?
- No mundo real, o que corresponde a cada defesa no celular de vocês? (Atualizar o sistema e os aplicativos, não instalar nada de fora da loja, fazer backup das fotos.) E o que não depende de tecnologia nenhuma? (Desconfiar de link e de anexo.)
- Na simulação o vírus sempre passa por um cabo sem proteção. No mundo real a propagação depende de sorte, de horário e de quem está conectado. O que mudaria no jogo se cada cabo tivesse só uma chance de passar o vírus?
Habilidades: EF09CO04 (funcionamento de malwares e ataques) e EF08CO10 (segurança e privacidade em ambientes virtuais). Combina com o plano “Golpes digitais e dados pessoais” e com a ficha “Análise de incidente”. Material concreto equivalente: o mapa do bairro desenhado no chão com fita crepe, barbantes para os cabos, tampinhas vermelhas para o vírus e fichas de papel como moedas.